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Agradeço a Eliene a generosidade em conceder-me este título para o CACOS.
Escrito por Romário Gomes às 15h01
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nonada. algures. fluvial.
verbo. luz. sertão.
suor. história. emoção.
como pensar São José?
Escrito por Romário Gomes às 13h46
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Foto: Natalpress
QUALQUER TODO
Para Moacy Cirne
Nem todo poema radical
é um soneto azul
processado ao som de todas as águas correntes do Seridó.
Qualquer poema
Qualquer e todo poema
não é...
docemente especial
Nem todo nem todo poeta vê tanto
diz tanto.
Escrito por Romário Gomes às 20h38
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- tenho um poema anarquista
- vigarista
- dadaísta
- pra oferecer
Escrito por Romário Gomes às 20h39
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HERANÇA

Sou moldável desde pequeno!
Moldaram-me cristão católico
guerreiro de Cristo
na Cruzada Eucarística
Tanto me quis anjo
quanto santo
transfigurado em branco transcendental
Sonhei ser mago
bruxo do bem
criatura alada
Moldei-me homem humano
meio místico
meio ousado
muito sonhador
Sobrou-me de tudo um pouco:
um tanto de crença
um quê de poesia
um quanto de convicção.
Escrito por Romário Gomes às 10h18
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Âncora
Solidão. o-que-morre, em vão espera
Miguel Cirilo
Sozinhozinhos
O grilo
O homem
No escuro e perdidos
O grilo
O homem
O-que-canta não desespera
Esperansia
Ana de Santana
in Em nome da pele (2008)
João Pessoa/PB
Escrito por Romário Gomes às 14h38
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Esta(s) frase(s), tantas vezes publicada(s) no jornal do PT de nossa cidade em 2003/2004, continua(m) válida(s) para São José do Seridó:
“No caminho da opressão nada mais que a obediência, mediocridade e submissão. Autonomia e consciência só para quem tem liberdade de expressão”.
(Jorge Studarte)
Escrito por Romário Gomes às 16h28
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A RADICALIDADE NECESSÁRIA Moacy Cirne [ in Balaio, n° 894, 15/10/1996 ]
A mesmice - em arte, literatura, política, relações humanas - não nos interessa. A mesmice - lugar privilegiado para os videotários e patriotários [cf. José Paulo Paes] - corrói qualquer visão de mundo mais criativa, qualquer visão de mundo voltada para a pulsação da própria vida. E viver é saber ousar, é saber amar, é saber criar, é saber lutar. É saber experimentar. É saber sonhar. A mesmice só interessa àqueles que aceitam, religiosa e/ou politicamente, a ditadura da mídia, as facilidades do computador, a ideologia da esperteza, as mentiras do neoliberalismo. A mesmice só interessa àqueles que não apostam na dimensão cósmica do ser humano. Por isso defendemos o saber militante: o saber que se constrói a partir de uma radicalidade necessária - a radicalidade dos que procuram sonhar, procuram experimentar, procuram lutar, procuram criar, procuram amar, procuram ousar. Criticamente.
Fonte: BALAIO PORRETA 1986
Escrito por Romário Gomes às 08h14
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deusa
dos meus sonhos mais irreais!
Quanto mais sonho
Quanto mais penso
Quanto mais a vislumbro
em fantasia
mais parece ileso
meu velho desejo
de sua companhia.
Escrito por Romário Gomes às 22h11
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como uma onda no mar...
partindo de uma foto tirada do blog de Anna Jailma
a palavra atinge o cerne da carne?
Escrito por Romário Gomes às 09h03
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TURISMO...

Igreja do Rosário - Acari/RN
Neste final de semana (dias 21 e 22 de junho) participamos do I Encontro de Turismo Cultural do Seridó em Acari/RN. Foi um momento oportuno para refletirmos, inclusive, sobre a cultura seridoense enquanto atrativo turístico (com as devidas preocupações com a questão cultural), a partir do seu patrimônio material e imaterial. E, conscientes de nossa diversidade, guardar as palavras do Prof. Muirakytan Macedo: “seridoenses diversos”, “de todas as cores”, “de todos os credos”, “todos são sujeitos da história”. Ou ainda, no dizer da Profª. Cláudia Lago, “os seridoenses são atores do seu espetáculo cultural”.
Escrito por Romário Gomes às 19h23
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SIDERAL...
No dia dos namorados, a lua crescente em alta, um poema que evoca imagens de amor...
Gosto da lua crescente e também da cheia
Tenho uma dúvida efervescente
Qual a que me prende como teia?
Uma rede, me lembra a crescente
Mas a lua cheia é beleza que encandeia...
(Anna Jailma)
Escrito por Romário Gomes às 12h00
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Não é o rio em mim
que parou de correr
há tantas águas
há tanta pedra a contornar
fico sem saber
qual a lonjura do mar.
O sertanejo-menino
de igual modo
semi-desértico
ora marginal,
bem-educado
ou anarquista
pára,
esquiva-se:
– Nem todo momento lhe é transcendental.
Escrito por Romário Gomes às 21h08
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DESDOBRAMENTOS DA QUADRILHA
Só que J. Pinto Fernandes amado por Lili
amava Marina
que ama alguém
eu não sei quem
nem de qual história é
nem quem a autocontará
Escrito por Romário Gomes às 08h05
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A Verdade
A porta da verdade estava aberta, Mas só deixava passar Meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, Porque a meia pessoa que entrava Só trazia o perfil de meia verdade, E a sua segunda metade Voltava igualmente com meios perfis E os meios perfis não coincidiam verdade... Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta, Chegaram ao lugar luminoso Onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades Diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela E carecia optar. Cada um optou conforme Seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Carlos Drummond de Andrade
in
Ainda Melhor
Escrito por Romário Gomes às 21h04
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